A Natural Stone Strategic Alliance (NSSA) realizou sua primeira Assembleia Geral anual durante a Marmomac 2026 em Verona, Itália, na quinta-feira, 24 de setembro de 2026. A reunião formalizou a transição da coalizão internacional para uma estrutura institucional permanente.

Conforme noticiado pelo StoneNews.eu em 18 de outubro de 2026, as organizações membros nomearam Jim Hieb, CEO do Natural Stone Institute (NSI), como o primeiro presidente da aliança. O encontro estabeleceu regras de governança permanentes para orientar iniciativas conjuntas entre os países membros.

Durante a sessão, os delegados aprovaram a composição do Conselho permanente e adotaram estatutos atualizados. Os membros elegeram o primeiro Conselho de Administração e diretores permanentes, embora a lista completa ainda não tenha sido divulgada. O marco institucional estabelece procedimentos formais para a coordenação de políticas globais entre as regiões produtoras de rochas ornamentais.

Estrutura de governança e nomeações de liderança

A assembleia de Verona marca o ápice de etapas organizacionais iniciadas no começo do ano. A NSSA é constituída como uma organização sem fins lucrativos nos Estados Unidos, fornecendo uma estrutura jurídica reconhecida para ações internacionais conjuntas.

Jim Hieb, CEO do Natural Stone Institute, assume a primeira presidência da aliança.

Crescimento de membros e metas estratégicas

A assembleia confirmou a adesão de duas novas organizações membros: a Associação de Exportadores de Minerais de Istambul (IMIB), da Turquia, e a Center Stone, da Rússia. Com essas adesões, a aliança contabiliza 11 organizações e associações nacionais em quatro continentes, com a meta declarada de expandir para 20 associações nacionais.

De acordo com uma reportagem anterior do StoneNews.eu em 3 de julho de 2026, que cobriu a reunião da NSSA em 1º de julho, os membros da aliança naquele momento provinham de Brasil, Alemanha, Grécia, Irã, Itália, Portugal, Rússia, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos. O Brasil é representado na aliança pelo Centrorochas, a Associação Brasileira de Rochas Naturais.

Os objetivos declarados da NSSA concentram-se na coordenação de normas internacionais, política comercial e desafios do setor, ao mesmo tempo em que apoiam a governança global, a articulação operacional e a transparência nas atividades de extração e beneficiamento.

Fábio Cruz, vice-presidente do Centrorochas, expressou a lógica colaborativa da aliança: "A NSSA demonstra que os desafios enfrentados pela nossa indústria exigem uma atuação cada vez mais articulada entre os países."

Declarações ambientais e política de sílica

Entre os principais programas de trabalho da aliança destaca-se o projeto prioritário EPD Global. A iniciativa foi concebida para integrar os programas de Declaração Ambiental de Produto (EPD) dos países membros, mapear o estágio de desenvolvimento de cada programa nacional e fornecer um panorama global sobre o progresso ambiental do setor. A estrutura mais ampla de divulgação ambiental está documentada na análise do StoneTrades sobre a estrutura global de Declaração Ambiental de Produto da NSSA.

A saúde ocupacional representa outra prioridade urgente. A sílica cristalina respirável é um tema prioritário para a aliança, na esteira das restrições da Austrália sobre rochas artificiais e do debate regulatório em andamento na Califórnia. Dentro da aliança, o NSI coordena pesquisas, iniciativas regulatórias e comunicação sobre a mitigação da sílica, refletindo os posicionamentos detalhados na cobertura dos comentários sobre a regulamentação de rochas artificiais na Califórnia.

A realização da assembleia paralelamente às deliberações comerciais na Itália conectou a governança internacional diretamente aos operadores comerciais do setor de rochas, conforme descrito no relatório do StoneTrades sobre os resultados finais da Marmomac 2026 em Verona.

O que isso significa para os compradores

  • Os principais países produtores de rochas estão estabelecendo uma representação unificada sobre normas técnicas, política comercial internacional e segurança do trabalho referente à sílica, indicando posicionamentos coordenados durante processos regulatórios.
  • O projeto EPD Global visa produzir métricas ambientais padronizadas entre diferentes procedências, auxiliando arquitetos e especificadores de sustentabilidade que buscam dados verificáveis de ciclo de vida para projetos de construção sustentável.
  • As equipes de suprimentos devem verificar se os fornecedores primários de rochas e as associações exportadoras participam de estruturas nacionais reconhecidas de Declaração Ambiental de Produto.
  • A lista completa do conselho ainda não foi publicada; os compradores que acompanham os posicionamentos políticos do setor devem monitorá-la, assim como a entrada de novos membros à medida que a aliança avança rumo à sua meta de 20 associações.

Fontes